Na trilogia que se inicia hoje, vamos abordar tópicos gramaticais para que se produzam textos melhores. No primeiro capítulo, todas as dicas e informações relativas ao mundo dos VERBOS.

O manejo da língua escrita formal por parte dos candidatos é fator de extrema importância na produção de um texto que atenda às expectativas das principais bancas pelo Brasil, tanto no universo dos concursos, quanto do Enem. O respeito e a observância à tradição culta da Língua – que se baseia nos mais renomados escritores – são uma prática considerada essencial para quem pretende produzir um texto coeso, coerente, conciso e agradável, a fim de alcançar tão almejada aprovação.

Alguns temas que pertencem ao universo da tradição gramatical e que devem ser alvos de atenção por parte dos nobres produtores textuais argumentadores serão abordados a partir do próximo parágrafo. O respeito a tais tópicos pode fazer a diferença, em relação àquilo que exigem as bancas examinadoras. No primeiro texto, o nosso foco será o verbo e todos os fundamentos gramaticais que o envolve.

O primeiro aspecto gramatical aconselhado é a preferência pelas formas verbais simples do pretérito perfeito do indicativo e do futuro do presente do indicativo em detrimento das formas compostas – preferidas pelo uso coloquial da Língua Portuguesa. Afinal, nós, no cotidiano, sempre produzimos a seguinte estrutura: “eu vou correr no fim de semana”.  A forma que deve ser adotada pelo candidato, em textos, em provas, é “Eu correrei no fim de semana”. Como assim? Devem-se preferir formas como “Amanhã alcançaremos o devido progresso” a “Amanhã vamos alcançar o devido progresso”. Use mais verbos, use menos locuções.

Ainda em relação aos tempos verbais, o falante da Língua Portuguesa tem forte tendência a equiparar o presente do indicativo com o futuro do subjuntivo. Observe: “Se analisamos com frieza tal aspecto…”. Esta forma deve ser evitada, pois é condenada pela norma-culta. A forma de prestígio e de acordo com a Gramática é “Se analisarmos com frieza tal aspecto…”.

Use corretamente também a Voz Passiva Pronominal ou Sintética, caso em que ocorre sujeito paciente, o qual sofre uma ação expressa pelo verbo, com a presença da partícula SE. Ou seja, do ponto de vista da Concordância, se existe núcleo do sujeito (mesmo que sofra a ação), o verbo deve com ele concordar. Desse modo, as formas que devem ser usadas são: vendem-se carros, realizam-se melhorias, contratam-se professores. Afinal, os carros são vendidos, as melhorias são realizadas e os professores são contratados. Todos no plural.

Nunca se deve deixar de lado também o conjunto de regras que norteiam o estudo da Concordância Verbal. Note a frase: “Cada um dos alunos realizaram quatro simulados. ” Aos nossos ouvidos (informais e despreocupados), a frase pode – aparentemente – não apresentar erro. No entanto, do sujeito “Cada um dos alunos”, o núcleo é “um”, isto é, uma palavra no singular. Com isso, o correto seria: “Cada um dos alunos realizou quatro simulados”. Reconhecer o núcleo do sujeito é fundamental para que se perceba a correção gramatical, em relação à flexão do verbo.

Regência verbal é tópico igualmente obrigatório. Principalmente se houver, na frase, um pronome relativo. No caso de o verbo exigir preposição no seu complemento, joga-se o conector para antes do pronome relativo. Por exemplo: “Esta é a reforma que o Brasil precisa”. Observe o verbo “precisar”. Ele exige complemento com preposição “de”. A preposição, portanto, deve surgir anteriormente ao pronome relativo “que”. “Esta é a reforma DE que o Brasil precisa”.

Estudar todos os assuntos relacionados ao verbo é fundamental para se produzir um texto escrito melhor, mantenha essa prática em sua rotina. Treinar é fundamental para se jogar bem no dia da decisão.

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